Notícias Da Brexitânia

RUI TAVARES

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O Reino Unido tem um tempo limitado — dois anos — para negociar a sua relação futura com a UE após a notificação de saída (o famoso artigo 50). Manda a lógica que se Theresa May quisesse estabelecer melhor a sua posição negociar junto do eleitorado britânico que o tivesse feito antes de o relógio começar a contar. Mas não é a lógica que manda nas opções do governo da Brexitânia: é a política. Depois de um ano em que foi atrasando a notificação para satisfazer as exigências de Farage e outros que querem a versão mais extrema de Brexit, Theresa May decide usar os primeiros meses em que deveria estar sentada à mesa das negociações para só agora perguntar ao povo o que deve negociar. 

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Turquia: somos nós

 

Erdogan ganhou o referendo que vai não só permitir uma excessiva concentração de poder na presidência como também bipolarizar perigosamente o país.
A involução democrática da Turquia é uma triste notícia, mas há quem a festeje, como aquela personagem que ao festejar a desgraça alheia celebra, na sua cegueira, a sua própria desgraça.

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Síria: Trump contra si mesmo

Álvaro Vasconcelos
Seis anos depois da erupção democrática na Síria, o que está em causa hoje já não é apenas o apoio às aspirações democráticas dos cidadãos sírios, mas sobretudo como protegê-los. É nessa perspetiva que deve ser analisado a decisão de Trump de lançar 59 mísseis de cruzeiro tomahawks em resposta ao bombardeamento com armas químicas de Khan Sheikhun uma zona controlada pela oposição.

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Brasil: retrocesso democrático

DEBATE FORUM DEMOS, 3 DE ABRIL DE 2017

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No último debate Fórum Demos, partindo do olhar próximo do Professor Renato Janine Ribeiro, dedicá-mo-nos a conhecer melhor a situação politica e social do Brasil de hoje, procurando encontrar razões e soluções para a situação politica actual e estabelecendo paralelismos, quando estes existem, com a situação europeia e norte americana.

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Assine a petição : Demissão do Presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem

Lancei  uma petição pedindo a demissão do Presidente do Eurogrupo dirigida ao Presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, enquanto guardião dos Tratados. Referindo-se aos países da Europa do Sul, Dijsselbloem declarou «não posso gastar o meu dinheiro todo em aguardente e mulheres e depois pedir ajuda» Estas declarações de Jeroen Dijsselbloem são sexistas, misóginas e racistas, em tudo incompatíveis  com os valores dos Tratados da União Europeia, a que instituições como o Eurogrupo, com uma enorme importância na vida de milhões de europeus, não se podem furtar.

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Protecção da mulher, liberdade e Islão – levante-se o véu!

Ana Rodrigues*

Uma tendência que tem caracterizado o pós-multiculturalismo destas últimas décadas é a troca da ênfase na cultura e/ou etnia para a ênfase na religião. A partir dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, e – no que a nós europeus toca – paHeadwear-font-b-Hijab-b-font-Cover-Under-Scarf-Ninja-Inner-Neck-Chest-Plain-Hat-Caprticularmente em reacção às duas vagas terroristas na Europa[1], tem-se verificado uma tendência para islamizar identidades e tópicos de discussão e decisão política. Esta tendência alicerça-se e alimenta-se da percepção da incompatibilidade do Islão com a liberdade de religião, e genericamente com a democracia e os valores ocidentais.

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A corrupção da política e a exigência de alternativa

 

A corrupção da política foi debatida num seminário no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, no passado dia 9 de março. O seminário, coordenado por Álvaro Vasconcelos, contou com a participação de Renato Janine Ribeiro, Pedro Dallari, Mara Telles, Esther Solano, Ana Bechara e Marcos Fernandes. Alguns dos oradores sintetizaram para o Fórum Demos o essencial das suas intervenções. FullSizeRender (1)

O peso do dinheiro e das corporações nas campanhas eleitorais e nas instituições da democracia – o que o movimento dos indignados classificou de corporatocracia – traduz-se no que poderíamos classificar de corrupção da política. Esta situação desvaloriza a importância do voto pois os eleitos não são apenas representantes dos eleitores, acabam por ter uma dependência real perante os financiadores e e os lobbies que representam.

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